sexta-feira, julho 07, 2006

Janela


Em cada janela existe uma ânsia em ir ter contigo. Querer beijar-te até ficar sem fôlego. O bater do coração. De enovelar os meus dedos nos teus cabelos. Dizer-te que o Sol só ilumina o mundo para poder-te ver. Incessante. E que à Lua volta todas as noites, para te poder embalar no sono. Baixinho. As estrelas curiosas também. A minha alma fica com a tua. Sempre. Decorar cada traço teu. Seguir-te. A tua sombra no chão. Lenta. Da minha janela vejo o horizonte. Uma linha ténue. De onde parte o arco-íris. Vou correr sem parar até te sentir aqui. Câmara lenta. Junto ao meu peito. Respiramos o ar que ainda falta por respirar. Andamos de mão dada. A sorrir.

Abrimos a janela e sentimos saudade um do outro.

7 comentários:

Mafalda disse...

gosto particularmente da forma como escreves...isto é, frases curtas, permitem a entoaçao k cada um lhe kiser conferir, e ixo, e mt bom :)
keep it up***

Anónimo disse...

"O coração não sossega, a vida cansa",
ambas as coisas são verdadeiras, mas a associação é enganadora, porque o coração não sossega por causa de a vida cansar.
Há cansaços bons. Não. O coração não sossega, porque não tem com que sossegar.
Quando aparece um amigo sem avisar, interrompendo tudo o que se tencionava fazer, sossega-se. Quando se está a lutar contra a injustiça e a maldade, com todas as forças que se tem, sossega-se. Quando se lê um poema ou uma história bonita, por muito triste que seja, sossega-se. Quando se acredita em Deus. Isso, sim, é sossegar.
Gosto de "sossegar" como verbo transitivo. Sossegar só por si não chega. É mais bonito sossegar alguém. Quando se pede "Sossega o meu coração", e se consegue sossegar. Quando se sai, quando se faz um esforço para sossegar alguém. E não é adormecendo ou tranquilizando, em jeito de médico a dar um sedativo, que se sossega uma pessoa. É enchendo-lhe a alma de amor, confiança, alegria, esperança e tudo o mais que é presente a tornar-se, de repente, futuro. É o futuro que sossega. "Amanhã vamos passear", sossega mais que "Não te preocupes" ou "Deixa lá, que eu trato disso"."

Beijos Grandes

Carolina disse...

Um blog excelente!
Parabéns!
Continua a escrever assim!!
jokas
Carolina ;0)

Sofia disse...

**Transformo-me em fios de luz nas manhãs
Quando acordo em ti, inundada pelos teus braços
E coberta dos beijos dos restos da lua q nos aconchegou...

Digo-te "bom-dia, meu amor" a cada nascer do sol
Como se os meus dedos tocassem os teus lábios
Ainda molhados de mim e de sombras da noite...**

AFRICANA disse...

NFÂNCIA INESQUECÍVEL
POR TERRAS DE ÁFRICA

Dia 17 de Maio. A velha Cidade das Acácias Rubras está em festa! Festeja os seus 386 anos de idade.

A cidade de Benguela é conhecida pela cidade das Acácias Rubras, pelo números de acácias vermelhas que se encontram espalhadas por toda a cidade. E são famosas as suas praias, A CAOTA, A CAOTINHA, A BAÍA AZUL, A BAÍA FARTA, A PRAIA DO ALEXANDRINO E A MAIS CONHECIDA TALVEZ, A PRAIA MORENA com as suas casuarinas, um tipo de pinheiro onde as pinhas cabem na palma da mão. Para quem não conhece...
BENGUELA
Por volta de 1601 desembarcaram os primeiros portugueses, nesta província litoral de Angola. Pouco tempo depois, Manuel Cerveira Pereira, funda S. Filipe de Benguela que passaria a ser o ponto de partida para o interior. Atraídos inicialmente pelo cobre, os colonos rapidamente se decepcionaram com a sua má qualidade tornando-se Benguela um centro essencialmente comercial.. Contribuíram para isso a produção de peixe seco e sal que se permutava com produtos do planalto, cereais, cera, borracha e marfim, rícino, mandioca, gado e sisal.. Benguela tornou-se o segundo centro comercial mais importante do país, depois de Luanda; era o ponto de partida e chegada das caravanas de permuta. Rapidamente se formaram à sua volta centros de população. Com a construção do caminho de ferro, tornou-se o motor do desenvolvimento da região centro sul do país.
A queda internacional da cotação do sisal, muda o rumo económico de Benguela. A pesca torna-se a actividade central. A costa de Benguela era uma verdadeira mina e de Portugal chegaram os homens do mar. Os lucros eram grandes e a cidade crescia. Em 1948 entra em vigor o plano de urbanização da cidade.
A pesca levou, naturalmente, ao desenvolvimento, ainda que tardio, da indústria piscatória.
É um dos mais fortes centros culturais angolanos, não só por ser berço de uma certa intelectualidade angolana mas também porque os benguelenses são em si acérrimos defensores do seu espaço. É tida como uma das províncias mais mestiças de Angola, quer do ponto de vista racial como do cultural.

NASCIDA A
4 DE JULHO

Longe vão os tempos em que feliz saltava os muros dos quintais que circundavam a minha casa, onde existia uma variedade enorme de arvores de fruto, coqueiros, mamoeiros, goiabeiras, cana de açúcar,onde passavamos horas à sua sobra a descascar pedaços de cana e chupar o seu açúcar, bananeiras, e até uma pereira havia!
Lembro-me de ver o meu pai a hora de almoço, depois de ter começado o dia de trabalho na Panificadora de Benguela, as 5 da manha,onde era um dos sócios, fazer o trajecto da rua para o quintal e colher com todo o amor que impunha ao acto,uma pêra já madura com o sorriso mais lindo e um ar de satisfação que lhe inchava o peito, lavá-la, descascá-la e dar-nos um pedaço a cada um. Terra abençoada onde por brincaderia faziamos as nossas hortinhas e plantavamos tudo o que nos lembrava e em dias nascia, crescia e colhia-se!
As horas que passava empoleirada na mandioqueira que ali havia e praticava os malabarismos que a idade permitia, talvez pensando um dia vir a ser artista de circo!

Os sustos que pregava a minha mãe, quando me lembrava de trepar, através do alçapão que existia no tecto perto da dispensa e dava acesso ao telhado e me punha a chamá-la do lado de fora do telhado que dava para a rua e a pobre coitada que calmamente se encontrava na varanda a bordar,quaze lhe saltava o coração pela boca de me ver ali empoleirada! SEMPRE FUI UMA MIÚDA CALMA!
Do meu colégio das madres, lindo lindo lindo, não conheço mesmo outro igual, com as suas salas amplas e arejadas, as aulas de piano e de canto,a capela onde nos obrigavam a rezar e onde o rigor imperava à porporção das minhas patifarias!
Estava aqui a lemnbrar-me de... quando um dia... por ser uma menina sossegada, me puseram fora da aula e como não tinha nada que fazer...me pus a desatarrachar os parafusos do sino, mas não totalmente,( bem grandinho por sinal, feito de bronze)que era usado para bater as 12 badaladas que davam por terminadas as aulas da manhã.
Escondida fiquei a observar o efeito da minha obra!

À hora certa, la veio a irmãzinha puxar por ele e.....PUMMMMMMMMMMMMM!!
Que grande estrondo fez ao cair, até eu me assustei!!!Nem me passou pela cabeça que a podia ter matado!!
Até hoje a pobre da madre deve ter ficado a pensar o que tinha sucedido!!
E como ninguém me viu...lá passei sem ser castigada...mais uma vez!
Outra...a minha raiva à madre que lecionava a disciplina de Português era tanta, tal a sua severidade que jurei a mim mesma pagá-la por isso!

Um belo dia, durante um intervalo que antecedia uma das suas aulas,entrei na sala e pus-me a desencaixar a cadeira onde ela se iria sentar, mas não totlamente( era sempre a minha técnica) e saí sorrateiramente (já nessa altura tinha queda pela sobrevivência!A aula começou, entramos todas e sentamo-nos.Estava ansiosa para ver o que aquilo ia dar.
A dita madre,Matos de seu nome,sentou-se e abriu o livro dos sumários, escreveu o que ia dar na aula nesse dia e...até aqui tudo normal se desenrrolou, até já pensava...tanto trabalho para nada.. acabando de escrever o sumário,levantou-se e dirgiu-se para o quadro para nos ensinar a declinação de umas palavras em latim, nunca mais me esqueço...terminada que foi a explicação, dirirge-se para a secretária e sentou-se!!
Bem!!Depois de um reboliço de barulhos de algo a partir-se,que ninguém percebeu o que se estava a passar, a pobre da madre desapreceu e só se lhe via o cucuroto da touca, ficou toda enfiada dentro do espaço da secretária reservado as pernas!!NUnca ninguém percebeu o que se tinha passado!!
ahahahahahahahahahahahahaha
Tinhamos tanto medo a Madre Matos que ninguém teve a coragem de se rir !! NEM EU!!!
Ri-me mas para dentro!

Outra...
Num altura de Carnaval...ainda era no tempo em que se usava canetas de tinta permanente e o tinteiro estava mesmo no chão da secretária das professoras( madres)e aí em combinação com mais umas, para que podessemos deixar no ar a dúvida de quem tinha sido, parti 2 bombas de mau cheiro e trouxe os caquinhos na mão para o meu lugar.
Não tardou nada o cheio invadiu o ambiente e ninguém parava ali dentro!
Ainda hoje consigo lembrar-me da cara séria da madre Pires a olhar para nós, movimentando os olhos em todas as direcções!Muito altiva, sem nada dizer, levantou-se, saiu e deixou-nos la fechadas à chave!
Achava ela que ia-mos la ficar???
As salas não tinham janelas mas sim portadas que davam para umas varandas.
De gatas fomos todas para a varanda e lá ficamos até ao final da aula, altura em que regressamos para dentro e nos sentamos como se ali tivessemos permanecido o tempo todo!!Como a mesma madre nos dava 3 disciplinas e à sexta levavamos com ela três horas seguidas...estão a imaginar o ambiente nas duas horas a seguir!
SEMPRE FUI UMA MIÚDA CALMA!!!!

ELAS QUE NÃO ME DAVAM ESPAÇO!!!! OUTRA E COM ESTA TERMINO A MINHA DEMONTRAÇÃO DE MENINA CALMA!

Um dia já nem sem bem porquê, mas devia ter sido mais uma das vezes que em fui injustiçada...essa mesma madre, deu-me uma palmada no pescoço, mas com força!Até vi estrelas!!E deve ter sido por isso que....
estiquei-me toda, pois a dita senhora era bem alta, e dei-lhe um estalo com a força toda que consegui imprimir a mão!!
Ficamos a olhar-nos nos olhos uma a outra e...pensei..é desta!!Ela vai-se a mim e ....vou levar poucas!!E ainda vais levar mais da sub directora, a madre Cipriano!!
Nada aconteceu nesses segundos a seguir e pensei..será que ela se vai ficar sem resposta?!
A resposta veio a seguir, quando entramos na aula e me pediu o caderno...escreveu algo...e fiquei então a saber que ia 3 dias pra casa de férias(SUSPENSÃO)!!!
Já naquela altura se "invetavam" umas "baixas"!!
Cheguei a casa e a minha mãe tinha que ficar a saber pois tinha que assinar o dito recado!
Fui pelo caminho muito impertigada a pensar como me ia desenvencilhar de outro castigo, este dado agora pela minha mãe que também não era pera doce e passava a vida a "acertar-me o passo"!!!
Como cedo aprendi que a melhor arma de defesa era o ataque, entrei logo a reclamar que a madre tinha sido mal educada comigo etc etc etc e talvez porque a minha mãe, com a minha atitude, fosse apanhada de surpresa ... acho até que nem tempo teve para reagir...lá me safei!!!
O meu pai coitado..só abanava a cabeça, admitindo para ele mesmo que tinha uma filha #HIPER ACTIVA# e que não ia lá com tareia!!!
E cedo aprendeu que comigo funcionava muito mais a Psicologia!Era assim que ele me levava, aliás o único que me soube entender e levar a certa até os dias de hoje!!
BELOS TEMPOS DE MENINA E MOÇA onde o cheiro da terra molhada, o nascer e por do sol são inegualáveis e jamais se vão extinguir da minha memória!

Talvez não se enquadre no âmbito dos textos aqui apresentados mas serve apenas como o meu cartão de visita.

africana endiabrada

AFRICANA disse...

De manhã no café


Quando na calmaria aparente
Rompes em calafrio, emocionada
O teu sorriso é manto quente
nas ruinas da noite derrotada

( Autor- Zé Gomes)

LuaManhosa disse...

"O que importa não é as vezes que respiras ao pé dela,
Mas sim os momentos com ela que te cortam as respiração."